O Brasil pulou para a posição 84ª no ranking dos melhores IDH`s do mundo.
Como sempre a educação é o nosso principal entrave. Que paradoxo! Se economicamente somos a 7ª potência no mundo, em termos de desenvolvimento deixamos a desejar. Crescimento e desenvolvimento não são a mesma coisa. O primeiro é quantitativo. Já o segundo é mais qualitativo, ou seja, depende de índices sociais.
O resultado tem uma causa: a baixa qualidade dos líderes e
administradores. Se não faltam recursos, pois a economia mostra isto,
então o que falta? Sem dúvida, a falha está na visão, definição de
prioridades, compromisso real com o futuro, foco e execução. A mudança
passa necessariamente por uma educação integral e de melhor qualidade,
que prepare o jovem para o século XXI.
Não adianta melhorar a educação, a partir de paradigmas
ultrapassados. Os resultados avançarão, mas ainda muito lentamente.
Estamos num mundo veloz e competitivo. A tão falada revolução na
educação, por aqui, não sai do sonho. Porque, simplemente, não é uma
real prioridade do governo. Voltamos toda a atenção e investimentos para
a Copa do Mundo de 2014. E por que não fazemos, paralelamente, o mesmo
em relação à educação?
7,2 anos em média dentro de uma sala de aula ainda é pouco para
superar as desigualdades do País. As crianças no Brasil estudam menos do
que na China, África do Sul e no Chile.
Um dos vilões do IDH brasileiro não é o capitalismo selvagem, mas o
sistema tributário do País, que precisaria ser modificado. Quem se
interessa por isto?
A Noruega, que ocupa o 1º lugar no ranking mundial, tem uma renda
nacional bruta quatro vezes melhor que a nossa e o dobro do tempo de
escola.
Da Editoria/Blog
Com Jornal do Comércio
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