INSEGURANÇA .

BLOG DE WILLIAM SANTOS | 11/29/2011 11:06:00 AM | 0 comentários


                                                                                                                        Marcos Souto Maior (*)
O consagrado direito de ir e vir se tornou coisa do passado, com o medo contaminando todas as camadas sociais do país.
Antigamente podíamos dizer que o homem era ser gregário, sempre a procura de boas companhias, para dividir todos os sentimentos acumulados.
Assim, praças e logradouros foram edificados, exatamente, para proporcionar às pessoas passeios ao ar livre, se encontrarem e baterem gostosos papos...
Crianças corriam por entre os jardins das casas e outros batiam bola em plena avenida, sem qualquer risco de acidentes.
O povo era feliz e sorria de incontida alegria na garantia assegurada pelo poder público em manter a paz entre todos.
Hoje em dia, a meninada se esconde em seus lares, a ida para a escola depende de escolta privada; brincar e jogar somente em campos apropriados e cercados e, nem no shopping, que é ambiente confortável e aparentemente em segurança metem medo a todos.
Os adultos possuem possantes carros blindados, cercas elétricas nos muros, sistema de filmagem de todas as dependências da casa, contratação de seguranças bem armados enfim, medidas de segurança que impedem à convivência livre e desembaraçada.
Por isto, nunca é demais abrir espaço nesta crônica para despertar os leitores em análise superficial dos males terríveis da modernidade brasileira.
Nesta semana passada, jornais e portais divulgaram com destaque, o resultado de pesquisa feita por uma universidade, versando sobre a violência urbana.
Quando todos esperavam que os poderosos estados do Rio de Janeiro e São Paulo figurassem em primeiro lugar, eis que Alagoas e Paraíba surpreenderam ganhando os desonrosos títulos de campeão e vice da insegurança pública.
De imediato, gestores públicos nordestinos tentaram iludir a população desprotegida, ensaiando desconstituir os percentuais apresentados na pesquisa, numa débil tentativa de “tapar o sol com uma peneira”.
Aprendi, desde criança, que os números não mentem, até porque fazem parte das ciências exatas não se resolvendo com conversa mole e mentiras.
Aliás, tentar apagar da memória popular os números projetados pelo sinistro movimento criminoso do país, qualquer cidadão pode e até deve, recorrer ao Professor Google sempre disponível para responder o que lhe for perguntado. Mesmo as pessoas mais pobres porque a internet está massificada. 
A população tornou-se refém do próprio receio de ser uma nova vítima da temível Estatística Criminal, instrumento legal de contagem de assassinatos, estupros, seqüestros, lesões corporais, extorsões, e outros ilícitos penais.
E porque Alagoas e Paraíba estão no topo da violência urbana?
Muito simples: polícias civil e militar pagam salário de miséria aos soldados, faltam armamentos modernos e munição, carência de serviço de informações e, chegam ao cúmulo do racionamento de combustíveis. Há quem compare os policiais nordestinos com o famoso, histórico e decadente EXÉRCITO DE BRANCALEONE que atuou no século XIV sob vigência do trinômio “guerra, peste e fome”.
 Além do mais, a debilidade da força pública nordestina é um convite irrecusável à bandidagem sulista que se sente mais a vontade para investir e desfrutar das belas praias da Paraíba e Alagoas...
Diante de tudo podemos concluir que, malsinadamente, nestes tempos, somos reféns do ousado poderio das forças do crime, amedrontando e decretando impiedosamente, a eliminação de vidas inocentes!
                                     (*) Advogado e desembargador aposentado      

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